domingo, 21 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
S’amor non è
(Se amor não é - tradução abaixo)
Francesco Petrarca
S' amor non è, che dunque è quel ch' io sento?
Ma s'egli è amor, per Dio, che cosa e quale?
Se buona, ond è effetto aspro mortale?
Se ria, ond' è si dolce ogni tormento?
S'a mia voglia ardo, ond' è 'I pianto e 'I lamento?
S'a mal mio grado, il lamentar che vale?
O viva morte, o dilettoso male,
Come puoi tanto in me s'io nol consento?
E s'io 'I consento, a gran torto mi doglio.
Fra sì contrari venti, in frale barca
Mi trovo in alto mar, senza governo,
Sí lieve di saber, d'error sí carca,
Ch' i i' medesmo non so quel ch' io mi voglio,
E tremo a mèzza state, ardendo il verno
Se amor não é qual é este sentimento?
Mas se é amor, por Deus, que cousa é a tal?
Se boa por que tem ação mortal?
Se má por que é tão doce o seu tormento?
Se eu ardo por querer por que o lamento?
Se sem querer o lamentar que val?
Ó viva morte, ó deleitoso mal,
Tanto podes sem meu consentimento.
E se eu consinto sem razão pranteio.
A tão contrário vento em frágil barca,
Eu vou para o alto mar e sem governo.
É tão grave de error, de ciência é parca
Que eu mesmo não sei bem o que eu anseio
E tremo em pleno estio e ardo no inverno.
(Tradução de Jamil Almansur Haddad)
Francesco Petrarca
S' amor non è, che dunque è quel ch' io sento?
Ma s'egli è amor, per Dio, che cosa e quale?
Se buona, ond è effetto aspro mortale?
Se ria, ond' è si dolce ogni tormento?
S'a mia voglia ardo, ond' è 'I pianto e 'I lamento?
S'a mal mio grado, il lamentar che vale?
O viva morte, o dilettoso male,
Come puoi tanto in me s'io nol consento?
E s'io 'I consento, a gran torto mi doglio.
Fra sì contrari venti, in frale barca
Mi trovo in alto mar, senza governo,
Sí lieve di saber, d'error sí carca,
Ch' i i' medesmo non so quel ch' io mi voglio,
E tremo a mèzza state, ardendo il verno
Se amor não é qual é este sentimento?
Mas se é amor, por Deus, que cousa é a tal?
Se boa por que tem ação mortal?
Se má por que é tão doce o seu tormento?
Se eu ardo por querer por que o lamento?
Se sem querer o lamentar que val?
Ó viva morte, ó deleitoso mal,
Tanto podes sem meu consentimento.
E se eu consinto sem razão pranteio.
A tão contrário vento em frágil barca,
Eu vou para o alto mar e sem governo.
É tão grave de error, de ciência é parca
Que eu mesmo não sei bem o que eu anseio
E tremo em pleno estio e ardo no inverno.
(Tradução de Jamil Almansur Haddad)
domingo, 16 de junho de 2013
Arena de vidro
![]() |
| Imagem retirada do site http://www.brasildefato.com.br |
Entrelaçados por fios invisíveis
Desentocam velhos leões
Que, famintos, apresentam suas garras
Cicatrizes antigas se abrem
Nas ruas de sangue da história
Se erguem barricadas de flores
Contra os domadores da plebe
Vivem eles ainda no outrora
Antes mesmo da bateção de panelas
Quando o exílio era a misericórdia
Esquecem que os olhos de agora
Se espalham além dos confins
Das paredes de vidro da arena
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Miserável sina
Amo-o tanto
que o deixo ir
como se pudesse
orbitar sua aura
e viver assim
num vento em transe
Seria fácil
não fosse o cheiro
a exalar por dentro
o que me enlouquece
o homem forte
minha raiz em sangue
Farejo os cantos
miserável sina
busca em vão
na espiral de espelhos
nada é mais só
do que o esquecimento
O meu consolo
é seguir suas pistas
e vê-lo herói
conquistando o mundo
enquanto guardo
seu cansaço em mim
Amo-o tanto
que a dor sorri
mesmo caindo
nesse abismo insano
por viver a gana
desse amor sem fim
que o deixo ir
como se pudesse
orbitar sua aura
e viver assim
num vento em transe
Seria fácil
não fosse o cheiro
a exalar por dentro
o que me enlouquece
o homem forte
minha raiz em sangue
Farejo os cantos
miserável sina
busca em vão
na espiral de espelhos
nada é mais só
do que o esquecimento
O meu consolo
é seguir suas pistas
e vê-lo herói
conquistando o mundo
enquanto guardo
seu cansaço em mim
Amo-o tanto
que a dor sorri
mesmo caindo
nesse abismo insano
por viver a gana
desse amor sem fim
domingo, 9 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Incubus
Clio
Francesca Tricarico
Me tolhe do meu sonho sem aviso
diante do seu poder, me rendo
silencioso em mim se infiltra inexorável
em torrente caudalosa
de homem
de verbo
de gana
de sede
de mundo
percorre minhas veias em lavas sórdidas
me sorve, me devora, possuído
Toma meu rumo, minha fala, minha agonia
não sossega se não arranca o último grito
não se sacia se não esgota todo o sumo
de mulher
de terra
de canto
de gozo
de fundo
exaurida, perco o passo
perco o verso
ganho tudo
Alucinada pelo torpor que me mistura
entre tons audaciosos e sublimes
em rodopios arrastada por seu ímpeto
resta apenas o desejo da catarse:
ser sua palavra
diante do seu poder, me rendo
silencioso em mim se infiltra inexorável
em torrente caudalosa
de homem
de verbo
de gana
de sede
de mundo
percorre minhas veias em lavas sórdidas
me sorve, me devora, possuído
Toma meu rumo, minha fala, minha agonia
não sossega se não arranca o último grito
não se sacia se não esgota todo o sumo
de mulher
de terra
de canto
de gozo
de fundo
exaurida, perco o passo
perco o verso
ganho tudo
Alucinada pelo torpor que me mistura
entre tons audaciosos e sublimes
em rodopios arrastada por seu ímpeto
resta apenas o desejo da catarse:
ser sua palavra
sua carne
seu expurgo
Desesperada por não sair do seu domínio
me deposita lentamente no meu tempo
impregnada do seu ser fogo e vento
tudo aquilo que incorpora e não diz
Sinto dentro
o que rouba o fiato, a fala
excesso que desatina
Desesperada por não sair do seu domínio
me deposita lentamente no meu tempo
impregnada do seu ser fogo e vento
tudo aquilo que incorpora e não diz
Sinto dentro
o que rouba o fiato, a fala
excesso que desatina
o que não está na palavra... ainda...
Medo.
(in Nosside 2012 - Antologia del XXVIII Premio Mondiale di Poesia)
(in Nosside 2012 - Antologia del XXVIII Premio Mondiale di Poesia)
sábado, 25 de maio de 2013
Enigma
quinta-feira, 2 de maio de 2013
I limoni
(Eugenio Montale)
Ascoltami, i poeti laureati
si muovono soltanto fra le piante
dai nomi poco usati: bossi ligustri o acanti.
Io, per me, amo le strade che riescono agli erbosi
fossi dove in pozzanghere
mezzo seccate agguantano i ragazzi
qualche sparuta anguilla:
le viuzze che seguono i ciglioni,
discendono tra i ciuffi delle canne
e mettono negli orti, tra gli alberi dei limoni.
Meglio se le gazzarre degli uccelli
si spengono inghiottite dall'azzurro:
più chiaro si ascolta il sussurro
dei rami amici nell'aria che quasi non si muove,
e i sensi di quest'odore
che non sa staccarsi da terra
e piove in petto una dolcezza inquieta.
Qui delle divertite passioni
per miracolo tace la guerra,
qui tocca anche a noi poveri la nostra parte di ricchezza
ed è l'odore dei limoni.
Vedi, in questi silenzi in cui le cose
s'abbandonano e sembrano vicine
a tradire il loro ultimo segreto,
talora ci si aspetta
di scoprire uno sbaglio di Natura,
il punto morto del mondo, l'anello che non tiene,
il filo da disbrogliare che finalmente ci metta
nel mezzo di una verità
Lo sguardo fruga d'intorno,
la mente indaga accorda disunisce
nel profumo che dilaga
quando il giorno più languisce.
Sono i silenzi in cui si vede
in ogni ombra umana che si allontana
qualche disturbata Divinità
Ma l'illusione manca e ci riporta il tempo
nelle città rumorose dove l'azzurro si mostra
soltanto a pezzi, in alto, tra le cimase.
La pioggia stanca la terra, di poi; s'affolta
il tedio dell'inverno sulle case,
la luce si fa avara - amara l'anima.
Quando un giorno da un malchiuso portone
tra gli alberi di una corte
ci si mostrano i gialli dei limoni;
e il gelo del cuore si sfa,
e in petto ci scrosciano
le loro canzoni
le trombe d'oro della solarità.
(in Ossi di seppia, 1925)
Ascoltami, i poeti laureati
si muovono soltanto fra le piante
dai nomi poco usati: bossi ligustri o acanti.
Io, per me, amo le strade che riescono agli erbosi
fossi dove in pozzanghere
mezzo seccate agguantano i ragazzi
qualche sparuta anguilla:
le viuzze che seguono i ciglioni,
discendono tra i ciuffi delle canne
e mettono negli orti, tra gli alberi dei limoni.
Meglio se le gazzarre degli uccelli
si spengono inghiottite dall'azzurro:
più chiaro si ascolta il sussurro
dei rami amici nell'aria che quasi non si muove,
e i sensi di quest'odore
che non sa staccarsi da terra
e piove in petto una dolcezza inquieta.
Qui delle divertite passioni
per miracolo tace la guerra,
qui tocca anche a noi poveri la nostra parte di ricchezza
ed è l'odore dei limoni.
Vedi, in questi silenzi in cui le cose
s'abbandonano e sembrano vicine
a tradire il loro ultimo segreto,
talora ci si aspetta
di scoprire uno sbaglio di Natura,
il punto morto del mondo, l'anello che non tiene,
il filo da disbrogliare che finalmente ci metta
nel mezzo di una verità
Lo sguardo fruga d'intorno,
la mente indaga accorda disunisce
nel profumo che dilaga
quando il giorno più languisce.
Sono i silenzi in cui si vede
in ogni ombra umana che si allontana
qualche disturbata Divinità
Ma l'illusione manca e ci riporta il tempo
nelle città rumorose dove l'azzurro si mostra
soltanto a pezzi, in alto, tra le cimase.
La pioggia stanca la terra, di poi; s'affolta
il tedio dell'inverno sulle case,
la luce si fa avara - amara l'anima.
Quando un giorno da un malchiuso portone
tra gli alberi di una corte
ci si mostrano i gialli dei limoni;
e il gelo del cuore si sfa,
e in petto ci scrosciano
le loro canzoni
le trombe d'oro della solarità.
(in Ossi di seppia, 1925)
terça-feira, 30 de abril de 2013
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