segunda-feira, 12 de março de 2018
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Forse
forse è innamorato di un'altra
forse è stanco di me
forse non sarò più attraente
forse non lo eccito più
forse l'amore è finito
forse non è mai stato amore
forse devo ammettere
che non si tratta più di "forse"
ma come il "forse" insiste ancora...
forse non è il piccolo amore degli esseri umani
forse è l'amore più grande
che elimina tutti i "forsi"
forse è stanco di me
forse non sarò più attraente
forse non lo eccito più
forse l'amore è finito
forse non è mai stato amore
forse devo ammettere
che non si tratta più di "forse"
ma come il "forse" insiste ancora...
forse non è il piccolo amore degli esseri umani
forse è l'amore più grande
che elimina tutti i "forsi"
sábado, 3 de fevereiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Atrás da porta
(Chico Buarque e Francis Hime)
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua
domingo, 26 de novembro de 2017
Pesadelo
(Nei Duclós)
Quando vier a guerra, e será breve
Veremos nosso bairro como a Síria
Fugiremos entre corpos empilhados
do quarto que perdeu quatro paredes
O barulho das balas, os pedágios
Onde o passe é tudo o que salvamos
Mais o terror de ver humanos
A criar atrocidades entre lobos
Cairão sobre nós junto ao remorso
De não termos levantado a tempo
O pesadelo é querer a paz
depois de mortos
Quando vier a guerra, e será breve
Veremos nosso bairro como a Síria
Fugiremos entre corpos empilhados
do quarto que perdeu quatro paredes
O barulho das balas, os pedágios
Onde o passe é tudo o que salvamos
Mais o terror de ver humanos
A criar atrocidades entre lobos
Cairão sobre nós junto ao remorso
De não termos levantado a tempo
O pesadelo é querer a paz
depois de mortos
(In: Palavra na pedra. Nei Duclós, 2017)
domingo, 22 de outubro de 2017
sábado, 7 de outubro de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Se fosse só isso
(Nei Duclós)
Se fosse só isso, o detalhe de uma cena
de um certo dia, tudo na superfície
e ficássemos quites com o desejo
e assim mesmo duvidaríamos
que existisse algo mais profundo
sabendo que é impossível viver
só com o que temos e devemos contar
com o impossível, nosso sonho
Mas o fôlego exige o esforço que justifica
sua exigência, a respiração mais longa
e o corpo que se estende por enigmas
além do inverno e do outono, quando o verão
renasce sem seguir o calendário e surge
a visão do amor, essa ilusão provisória
a nos fustigar as pernas cheias de preguiça
para sair do limite imposto pelo desperdício
Não é só isso e custo a entender os gestos
Nem desconfio porque ficas, insistes
depois que todos foram embora e me pergunto
até quando vai demorar esse rodeio, a dança
das cadeiras das palavras que me cercam
vindas da tua boca, aos goles de um mergulho
até cair a ficha e eu me demorar em teus olhos
e enxergar então o que há muito estava escrito
Se fosse só isso, o detalhe de uma cena
de um certo dia, tudo na superfície
e ficássemos quites com o desejo
e assim mesmo duvidaríamos
que existisse algo mais profundo
sabendo que é impossível viver
só com o que temos e devemos contar
com o impossível, nosso sonho
Mas o fôlego exige o esforço que justifica
sua exigência, a respiração mais longa
e o corpo que se estende por enigmas
além do inverno e do outono, quando o verão
renasce sem seguir o calendário e surge
a visão do amor, essa ilusão provisória
a nos fustigar as pernas cheias de preguiça
para sair do limite imposto pelo desperdício
Não é só isso e custo a entender os gestos
Nem desconfio porque ficas, insistes
depois que todos foram embora e me pergunto
até quando vai demorar esse rodeio, a dança
das cadeiras das palavras que me cercam
vindas da tua boca, aos goles de um mergulho
até cair a ficha e eu me demorar em teus olhos
e enxergar então o que há muito estava escrito
sexta-feira, 17 de março de 2017
Cu'mme
(Roberto Murolo e Mia Martini)
Scinne cu 'mme
nfonno o mare a truva'
chillo ca nun tenimmo acca'
vieni cu mme
e accumincia a capi'
comme e' inutile sta' a suffri'
guarda stu mare
ca ci infonne e paure
sta cercanne e ce mbara'
ah comme se fa'
a da' turmiento all'anema
ca vo' vula'
si tu nun scinne a ffonne
nun o puo' sape'
no comme se fa'
adda piglia' sultanto
o mare ca ce sta'
eppoi lassa' stu core
sulo in miezz a via
saglie cu 'mme
e accumincia a canta'
insieme e note che l'aria da'
senza guarda'
tu continua a vula'
mientre o viento
ce porta la'
addo ce stanno
e parole chiu' belle
che te pigliano pe mbara'
ah comme se fa'
a da' turmiento all'anema
ca vo' vula'
si tu nun scinne a ffonne
nun o puo' sape'
no comme se fa'
adda piglia' sultanto
o mare ca ce sta'
eppoi lassa' stu core
sulo in miezz a via
ah comme se fa'
a da' turmiento all'anema
ca vo' vula'
si tu nun scinne a ffonne
nun o puo' sape'
no comme se fa'
adda piglia' sultanto
o mare ca ce sta'
eppoi lassa' stu core
sulo in miezz a via
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Leite derramado
é chegado um estranho tempo
no novo velho mundo
reerguem-se muros inconcebíveis
náufrago do preconceito
da improvável travessia num mar
(que só não mata a sede de poder)
na areia
o pequeno corpo jaz
no seio da terra mãe de todos
o amor empedra
no seio da humanidade
o sonho se esvai
na silenciosa fonte, porém
um fio de água brilha desde sempre
a esperança nasce de uma lágrima de Deus
sábado, 29 de outubro de 2016
Abraço
(Nei Duclós)
Quero te dar um abraço modesto
do tamanho do mundo
pequeno em relação ao universo
enorme para nossos passos
Quero te dar um abraço profundo
que surpreenda as almas
apesar da idade
e que a gente morra quando se aperte
Quero te dar um abraço modesto
do tamanho do mundo
pequeno em relação ao universo
enorme para nossos passos
Quero te dar um abraço profundo
que surpreenda as almas
apesar da idade
e que a gente morra quando se aperte
(In: Outubro)
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Cansaço
Não sei quando chegou este tempo...
Há um cansaço
Inesgotável
Quinquilharias de toda espécie me solicitam
É com profundo esforço que, para atendê-las, me arrasto
Estranho a insistência do dia
Em eclodir-se intempestivamente
De novo e de novo e de novo
O verde que morre e brota
O pássaro que anuncia o sol
Tudo tão efêmero
Tão real
Impassível apenas esta exaustão
A cada dia, uma queda de braço
Tenho vencido
Tenho morrido
Maravilhoso e eterno mistério
A mesma vida que faz bailar as estrelas
Pulsa neste capim
E eu?
Rebelo-me contra moinhos de vento
Que me roubam a única verdade
Estes minutos – estes aqui – e nada mais
Há um cansaço
Inesgotável
Quinquilharias de toda espécie me solicitam
É com profundo esforço que, para atendê-las, me arrasto
Estranho a insistência do dia
Em eclodir-se intempestivamente
De novo e de novo e de novo
O verde que morre e brota
O pássaro que anuncia o sol
Tudo tão efêmero
Tão real
Impassível apenas esta exaustão
A cada dia, uma queda de braço
Tenho vencido
Tenho morrido
Maravilhoso e eterno mistério
A mesma vida que faz bailar as estrelas
Pulsa neste capim
E eu?
Rebelo-me contra moinhos de vento
Que me roubam a única verdade
Estes minutos – estes aqui – e nada mais
sexta-feira, 22 de julho de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
Invisível
Clio Francesca Tricarico
ela revirava o lixo
a vergonha era minha
ofereci-lhe um pastel
existe miséria maior
que sentir compaixão?
foi rapidamente servida
o embaraço era do pasteleiro
mas...
era ali
ali mesmo
que ela devorava com os
olhos
e comia com timidez
não tinha bons “modos”
só tinha o seu
meu olhar evitava seu
rosto
o asco era meu
de mim
certos instantes não
passam
ela foi embora
não agradeceu
não devia
a conta era minha
de resto, nada
nenhuma poesia
apenas estas pequenas letras
minúsculas como eu
pelo que vi ali
ali mesmo
em seu último olhar
inevitável
(in Nosside 2015 - Antologia del XXXI Premio Mondiale di Poesia)
(in Nosside 2015 - Antologia del XXXI Premio Mondiale di Poesia)
sexta-feira, 18 de março de 2016
Ci sono alcune urgenze... di un bacio eterno, per esempio
Baciami
Ma baciami davvero
Il tuo alito caldo mi da i brividi
Ma voglio andare oltre
Voglio sentire il soffio della tua anima attraversando le mie vene
Baciami
Con tutto ciò che sei
In modo che, in quell'istante, raggiungiamo l'eternità
Ma baciami davvero
Il tuo alito caldo mi da i brividi
Ma voglio andare oltre
Voglio sentire il soffio della tua anima attraversando le mie vene
Baciami
Con tutto ciò che sei
In modo che, in quell'istante, raggiungiamo l'eternità
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